sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Castanholas e malabares no palco


Divulgação

Stúdio Capricho Espanhol une dança a ritmos flamencos em espetáculo musical no Teatro Dulcina


Rafael Rodrigues

De um lado o ritmo marcante do som das castanholas, do sapateado, do pulsar do violão e do sentimento transmitido pelo canto da arte flamenca. Do outro, a acrobacia, o malabarismo e a irreverência da arte circense. Esses dois universos estarão juntos no palco do espetáculo, Flamenco e o Circo.

As duas manifestações culturais misturam técnica com liberdade, contorcionismo com equilibrismo, mostrando os limites do corpo humano aos amantes da dança e da boa música, hoje e manhã, às 21h, no Teatro Dulcina de Moraes (Conic).

O espetáculo, apresentado pelo Stúdio Capricho Espanhol, da diretora e coreógrafa Patrícia Weingrill, traz um novo olhar sobre a dança que rompeu as fronteiras espanholas e conquistou adeptos e admiradores de várias idades e classes sociais. Segundo Patrícia, a idéia de unir as duas artes surgiu de experimentações e inserções da dança espanhola e de brincadeiras de artistas circenses. "A base principal do espetáculo é o flamenco, mas com mistura de malabares, acrobacia, perna-de-pau, trapézio, entre outras características do circo", afirma.


Música

Além dos artistas de circo, bailarinos flamencos, participarão sobre a trilha sonora dos músicos Fernando de Marília, que canta e toca guitarra flamenca, o saxofonista Raildo Ratho e Patrizia Rodrigues e Thaina Tavares no cajon (instrumento de percussão típico da dança flamenca).

"Fui atrás de pessoas que possuem trabalhos influentes na cidade e me interessei pelo trabalho dos irmãos Saúde, que possuem uma escola de circo. Daí surgiu a idéia de mesclar e utilizar a dança flamenca com a arte circense", explica Patrícia.

Os artistas de circo serão representados pelos irmãos Saúde Ruiderdan e Ankomarço, Diana Block e Cris Nishimot. Segundo Ankomarço do grupo Artetude é muito interessante mesclar a arte flamenca com elementos do circo. "A dança flamenca tem uma forte influência da cultura cigana e o circo também possui características dessa cultura", afirma. Os irmãos Sáude possuem o grupo Artetude, que é voltado para o resgate e reintrodução da linguagem do teatro de rua e do circo.

Com aclamadas atuações em cidades como São Luís do Maranhão, Teresina, Goiânia, Belém, Santarém, Patos de Minas, Pirenópolis, São José dos Campos e Brasília, o grupo Capricho Espanhol tem difundido a arte flamenca pelo Brasil. Desde que surgiu, em 2004, o grupo já foi convidado a participar de várias montagens importantes como a Ópera Carmen, coreografada pelo bailarino espanhol Antonio Márquez. Outro destaque foi a participação no espetáculo Amor Feiticeiro, do bailarino Carlos Vilán.

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