
Divulgação
trajetória divertida e comovente do Poeta e dramaturgo Plínio Marcos no palco
Rafael Rodrigues
Resultado de dois anos de pesquisa sobre o universo de Plínio Marcos e com direção de Francis Wilker, o espetáculo Diário do Maldito foi criado a partir de improvisações a respeito da vida e obra do dramaturgo paulista e suas conexões com Brasília.
No espetáculo o público é recebido num bar onde conhecerá diversas histórias e personagens que descrevem a trajetória divertida e comovente de um Poeta que sempre dedicou sua obra à denúncia social, mas que agora, pensa em parar de criar. Inconformados com a situação, seus personagens invadem a cena para cobrá-lo.
" Como Plínio teve um viés muito social em suas obras, o grupo se interessou em criar o espetáculo a partir de suas idéias e trajetória na dramaturgia brasileira, mostrando o papel do artista no lado obscuro da sociedade ", explica Francis.
Criado pela Companhia Teatro de Concreto Diário do Maldito se caracteriza pela linguagem cênica, pela criação colaborativa, pela escolha de espaços não convencionais de representação e pelo diálogo com a cidade de Brasília. O espetáculo foi selecionado para participar dos eventos mais importantes das Artes Cênicas no Distrito Federal em 2007 - Festival Internacional de Teatro de Brasília Cena Contemporânea e o Prêmio SESC do Teatro Candango, mostra competitiva na qual foi premiado nas categorias de melhor atriz com Micheli Santini e melhor cenografia para Leonardo Cinelli.
Homenagem
A trajetória do dramaturgo Plínio Marcos, vivida pelo ator Nei Cirqueira, é carregada de referências. Plínio foi um dos maiores expoentes da dramaturgia nacional. Suas principais obras como , os marginais incorporou o tema da marginalidade na cena brasileira em textos de desconhecida violência.
" Meu personagem recebe uma grande influência de Plínio. Por um lado ele é uma biografia de Plínio e por outro ele compactua com a dificuldade que o ator tem para expor sua arte, idéias essas que Plínio contestava", afirma Nei Cirqueira, que revive a trajetória de Plínio Marcos.
A opção em falar da “banda podre do mundo” tornou Plínio Marcos conhecido como o “autor maldito” do teatro brasileiro, jargão que nunca o incomodou, já que reconhecia na vida dos excluídos a extensão de sua própria vida e a matéria prima para as suas histórias e personagens.
Na estrada
O grupo brasiliense Teatro do Concreto, que comemora seus cinco anos este ano, tem se dedicado a aproximar o teatro dos pontos mais excluídos da cidade. Segundo Francis o grupo tenta buscar uma conexão com a cidade. " A idéia do grupo é aproximar o teatro das áreas mais distantes. A maioria dos atores são moradores de cidades satélites", explica.
Serviço:
Com Micheli Santini e Nei Cirqueira. Direção de Francis Wilker. Até 27 de janeiro. Sextas e sábados às 21h e domingo às 20h no Teatro Oficina do Perdiz ( 708/9 Norte). Ingressos a R$ 10. Classificação: 18 anos.
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